New York! #4

Chelsea Market

Depois de um fim de semana em cheio, combinei com os meus primos, os recentes casados, irmos passear a Nova Iorque. Não tivemos sorte nenhuma com o tempo nesse dia. Curiosamente, ao contrário do que eu esperava, esteve sempre uma temperatura agradável durante toda a nossa estadia. Não usei nem metade da roupa que levei na mala, pois ia preparada para o frio e esteve sempre um tempo bom. Mas nesse dia, apanhámos muita chuva. Choveu o dia todo, o que nos impossibilitou de andarmos na rua a passear. Então acabámos por aproveitar para conhecer o Chelsea Market.

Donuts da Doughnuttery

O Chelsea Market é um centro comercial que junta variadas lojas,  restaurantes e escritórios de várias empresas bem conhecidas, como é o caso da Google. Lá aproveitámos para almoçar uns tacos, muito bons e para sobremesa comemos uns donuts muito conhecidos por lá, da Doughnuttery, pela sua grande variedade de coberturas. Têm coberturas como glacê, côco, açucar e canela, açucar com sabor a maça, entre outros.

Convívio num Pub

Ainda tentámos ir passear, mas uma vez que a chuva não deu tréguas, acabámos por entrar num Pub, beber umas cervejas (eu não, porque não gosto nada) e estar à conversa com mais uns amigos. Foi muito giro, porque pela primeira vez, estivemos juntos a conviver, com conversas típicas da idade. Foi uma tarde muito bem passada.

Depois de umas horas à conversa, apanhámos um Uber para ir até ao restaurante Lucky Cat. Os meus primos já tinham falado maravilhas do restaurante, e uma vez que sou fã de comida japonesa, eles tinham prometido levar-me lá. É um restaurante pequeno e meio escondido. Lá dentro quase só se encontravam pessoas asiáticas, o que me pareceu um bom presságio, é sinal que a comida é boa.

Restaurante Lucky Cat

Entrada

Tivemos um jantar muito agradável, com imensas gargalhadas pelo meio. Terminado o jantar, fomos até ao World Trade Center, onde foi possível visitar o 911 Memorial à noite e ver a magia das luzes daqueles arranha-céus, no meio da escuridão da noite. Dali apanhámos o PATH, para voltarmos para casa.

Noodles de Camarão e Talharim

A conta

Terça-feira, dia 23 Abril, começa mais um grande dia com a minha tia. Desta vez na companhia do meu primo mais novo. O dia começou cedo com a viagem de PATH até Nova Iorque e dirigimo-nos ao Castle Clinton National Monument para trocar o nosso CityPass New York pelos bilhetes da Estátua da Liberdade e Ilha Ellis.

O CityPass New York é um passe comprado online que contém os bilhetes de alguma atrações, nomeadamente a Estátua da Liberdade e Ilha Ellis, Top of The Rock, Empire State Building, Museu de História Nacional, Museu Metropolitano de Arte, Memorial e Museu do 11 de Setembro, entre outros. A compra do CityPass compensa, não só por sair mais barato, mas também porque em algumas atracções, não é o caso da Estátua da Liberdade nem do Empire State Building, tem uma fila própria de entrada, permitindo-nos poupar tempo nas enormes filhas de espera. O CityPass dá-nos acesso a cinco atracções dentro da grande variedade que nos oferece. De todos, podemos visitar cinco. Mas… É importante saber que em alguns museus, não temos acesso ilimatado a todas as secções. Nada é perfeito, né? Por exemplo, no caso do Museu Americano de História Natural, o CityPass não nos dá entrada à secção marinha, nem ao famoso T-Rex. Contudo, acho que o preço compensa bastante!

Ferry Miss Liberty

Apesar de termos chegado por volta das 8h30 ao Castle Clinton National Monument, já existia uma enorme fila para trocar/comprar os bilhetes. Acabámos por estar quase uma hora e meia na fila para trocar os bilhetes e depois mais cerca de 45 minutos na fila para o ferry.

Depois de muita espera, apanhámos o ferry com o nome Miss Liberty e atravessámos o rio Hudson até à Ilha da Liberdade.

De facto, a Estátua não é tão grande como eu pensava, uma vez que está colocada sobre um edifício, que lhe dá mais altura, mas a estátua em si, é pequena. A Estátua da Liberdade é uma deusa romana da liberdade, escultura neoclássica, que simboliza a liberdade e a democracia. Na mão direita segura uma tocha e na esquerda a Declaração da Independência dos USA, com a data da Independência do país escrita em números romanos: 4 de julho de 1776. O dado mais curioso que descobri ao visitá-la é o facto de a sua espessura ser igual à de uma moeda de 1 penny. Ou seja, a estátua é feita de cobre e aço com uma espessuma mínima. Confesso que fiquei bastante admirada. A estátua foi responsabilidade do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi (1834-1904) e foi oferecida aos USA em 1886, como oferta pelo centenário da sua Indepência.

Estátua da Liberdade

Estátua da Liberdade

A Ilha da Liberdade conta com algum comércio, onde se pode almoçar e com bastantes zonas verdes. É uma ilha pequena, mas muito bonita. Havia muitas pessoas a fazerem piqueniques.

Logo à entrada da ilha, é-nos dado um género de “telefone” onde podemos seleccionar o nosso idioma e ter uma visita guiada. Nós preferimos ir vendo ao nosso ritmo e estar disponíveis para ler as legendas de cada exposição.

Museu Nacional de Imigração

Passámos a manhã na ilha e depois apanhámos novamente o ferry, mas desta vez para a Ilha Ellis, transformada agora no National Museum of Immigration, por ter sido ao longo do século XIX e no começo do século XX a principal entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

Foi muito interessante ver a forma como os imigrantes chegavam e principalmente os testes por que passavam, nomeadamente de saúde. A ilha Ellis conta também com algum comércio, onde aproveitámos para almoçar e ambas as ilhas dispõem de uma vista fenomenal para a cidade de Nova Iorque.

Ilha Ellis

Nova Iorque, vista do ferry

De volta a Nova Iorque, seguimos novamente para o World Trade Center, para visitar o Museu do 11 de Setembro e o Memorial. Pelo caminho, passámos pela famosa Wall Street, uma rua em Manhattan, onde se localiza a bolsa de valores de Nova Iorque.

Nesta rua, como na maior parte das ruas de Nova Iorque, temos à nossa disposição a tão conhecida Street Food, através das famosas roulotes que vendem os tão conhecidos Hot Dogs.

9/11 Museum

Chegados ao World Trade Center, dirigimo-nos ao 9/11 Museum, onde entrámos directamente por termos o City Pass. Confesso: foi o museu que mais gostei de visitar. Não sei se, por saber que tudo aquilo aconteceu há tão pouco tempo e por me lembrar perfeitamente daquele dia, se por ver a destruição que aquele atentado ali deixou.

O Museu é feito na cave de uma das torres. É possível ver as vigas que dobraram, as paredes destruídas, onde estava a antiga torre. Assim que entramos, descemos as escadas rolantes e é possível ver o enorme espaço que a torre ocupava. O Museu conta com quatro partes distintas, diria eu: uma parte inicial, onde podemos ver a história do museu e os restos da sua construção; uma segunda parte – para mim a mais emotiva -, com a biografia de todos aqueles que morreram no 11 de Setembro; a terceira parte conta com alguns equipamentos e objectos danificados pela queda das torres gémeas; e por fim, uma parte de homegam.

Bandeira que estava hasteada

O museu é grande e nem é preciso referir a sua importância. É bastante emotivo ver tudo o que aquela cidade viveu e quem daquela história, ainda hoje, faz parte. Fiquei “presa” a uma sala onde é possível ouvir os relatos de quem estava na torre e conseguiu de lá sair com vida. É também possível ouvir as chamadas de quem, infelizmente não sobreviveu, e tentou contactar os seus entes queridos, na tentativa de se despedir. O Museu é tão forte que, em cada canto, dispõe de lenços de papel e caixotes do lixo.

Existe ainda outra sala, a média luz, com o chão em acrílico transparente, feito por cima dos destroços, que nos permite passar literalmente por cima deles. Nessa sala, são projectadas, nas suas quatro paredes, as biografias daqueles que não sobreviveram, onde vão passando slides de fotografias pessoais enquanto chamam em voz-alta o nome de cada pessoa falecida.

Acho que é um Museu que vale muito a pena. É bastante emotivo e dá-nos uma pequena ideia, muito pequena, daquilo que foi o 11 de Setembro de 2001.

9/11 Memorial

Ainda dentro desse tema, mesmo entre o Museu e o novo World Trade Center, temos o 9/11 Memorial, que consiste em duas fontes feitas precisamente no sítio onde estavam as antigas torres gémas.

É um memorial bastante bonito, sempre com água a correr, com luz que delinea o contorno da antiga torre e em toda a sua volta podemos ver inscrito o nome de todos os falecidos, quer nas torres, quer nas ruas, quer nos aviões.

As pessoas costumam prestar a sua homenagem colocando uma rosa, no nome da pessoa falecida.

9/11 Memorial
9/11 Memorial

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