New York! #2

Dia 14 de Abril, segundo dia nos Estados Unidos da América, aproveitámos para estar em família. Fomos almoçar ao Restaurante Valença, um restaurante de comida típica portuguesa, em New Jersey, que os meus tios adoram. E não ficou àquem das expectativas, mas falarei dele mais à frente.

Kearny Avenue

No dia seguinte, segunda-feira, como o meu tio foi trabalhar e o meu primo Daniel para a escola, eu, a minha tia e a minha avó (que foi a minha companheira de viagem) aproveitámos para passear por Kearny, cidade onde os meus tios moram e onde ficámos hospedadas. É uma cidade pequena em New Jersey, muito muito gira. A avenida principal, onde os meus tios moram é larga, com bastante comércio de ambos os lados da avenida. É engraçado ver os parquímetros ao longo dos lugares de estacionamento, tal como estamos haituados a ver nos filmes: cada lugar de estacionamento conta com um parquímetro próprio.

Our Lady of Sorrows’s Church

Demos um passeio pela cidade, podendo contemplar as típicas casas de apenas dois andares, de várias cores. Ficámos a conhecer o liceu de Kearny, que é enorme e conta com um campo de futebol americano com as enormes bancadas, fazendo lembrar o filme “As 10 Coisas que Odeio em Ti”. Vimos também a Our Lady of Sorrows’s Church, rodeada de um belo jardim, uma relva super verde e bem tratada, e uma imensidão de flores. E a Kearny Library, uma biblioteca pequena mas super acolhedora.

Foi um dia mais tranquilo do que o passado em Nova Iorque, onde pudemos passear, conhecer a cidade e conviver.

Kearny Library
Relógio de Kearny

No quarto dia, tive um dia em cheio: tive a oportunidade de passar um dia inteiro na companhia da minha tia, em Nova Iorque! Não nos viamos há dezoito anos e, por isso, foi muito bom poder conhecê-la, porque para todos os efeitos, quase não tinha memórias da convivência que tivemos durante a minha infância.

Linhas do PATH

Neste dia, começámos por deixar o meu primo Daniel na escola e seguimos de carro até à Estação Harrison, onde apanhámos o comboio (PATH) até à Estação do World Trade Center (linha vermelha).

Saímos mesmo dentro do World Trade Center, um enorme Centro Comercial, com a linha do comboio por baixo, totalmente refeito depois do ataque terrorista a 11 de Setembro de 2001.

O World Trade Center, além de enorme, por ter sido refeito há pouco tempo, é moderno, super limpo, amplo, com um ar clean à conta da sua decoração onde prevalece o branco. O seu tecto é apelidado de “Espinha de Peixe” por se assemelhar com a sua forma. Dentro dele, podemos visitar inúmeras lojas, de marcas reconhecidas internacionalmente e outras.

World Trade Center

Assim que saímos para a rua, demos de caras com a nova torre do World Trade Center, desta vez apenas uma, com uma forma diferente das antigas torres gémeas, construída no meio do 911 Memorial.

Torre do World Trade Center
St. Pauls Chapel

Na outra entrada oposta do WTC, temos a St. Pauls Chapel. Uma capela muito bonita, inaugurada em 1766, com um jardim envolvente, onde constam varias lápides. Em algumas é ainda vísival as marcas do atentado que fez as duas torres caírem.

É incrível ver uma capela tão antiga, rodeada de um verde que brilhava com os raios de luz que atravessavam os ramos das muitas árvores e faziam sobressair um verde brilhante, no meio de edificios altíssimos e ruas movimentadas. Parecia que tinhamos entrado num Mundo totalmente à parte.

Seguimos pela Brodway 209 até ao Castle Clinton National Monument, na tentativa de apanharmos o ferry até à Estátua da Liberdade, o que não foi possível. Já só tinham vagas para o dia seguinte de manhã. Por isso, já sabem, para visitar a Estátua da Liberdade têm de ir muito cedo para comprar/levantar os bilhetes.

Posto isto, voltámos a pé ao World Trade Center, onde vimos o novo jardim que fizeram com algumas peças que faziam parte daquele lugar antes do atentado de 11 de Setembro.

America’s Response Monument
Monumento danificado pela queda das Torres
Apartamento da Carrie Bradshaw, do Sex and The City

Um dos locais que eu tinha curiosidade em visitar era o tão famoso Apartamento da Carrie Bradshaw. Para isso, apanhámos o metro até Greenwich Village. Dirigimo-nos à Perry Street e lá estava: o tão famoso número 64, as escadas que tantas vezes Sarah Jessica Parker subiu. Devido ao fluxo de pessoas que por ali passam, colocaram uma corente a proibir a subida da escaria. É verdade: fui rebelde e subi na mesma! É incrível como muita gente passa naquela rua  só para ver o apartamento. Quando chegámos à rua, não estava rigorosamente ninguém. Assim que tirámos duas ou três fotografias, já estava uma excursão do outro lado da rua enquanto o guia explicava que fora ali gravada a série The Sex and The City.

Almoço no Wild Restaurant

Como já era hora de almoço, decidimos almoçar por West Village, aproveitámos o sol e almoçámos no Wild Restaurant, na esplanada enquanto observávamos a rotina daquela avenida.

Para entrada pedimos uma brucheta e para prato principal, a minha tia comeu uma Salada de Abacate, enquanto eu comi uma pizza de rúcula e burrata, que estava deliciosa. Terminada a nossa refeição, apanhámos novamente o metro, mas desta vez para a 5th Avenue.

A 5th Avenue é uma longa avenida com 10km. Começa no Marcus Garvey Park e vai até ao Washington Square Park, passando pelo tão conhecido Central Park. Nós saímos na 5th Avenue Station, estação que fica no cruzamento entre a 5th Ave e a 60th Street, mesmo numa das extremidades do Central Park. Decidimos seguir pela 5th Avenue, deixando o Central Park para trás para ir até ao Rockfeller Center, passando pela Trump Tower, lojas de marcas internacionalmente conhecidas, como a Tiffany & Co, Louis Vuitton, Chanel, Gucci, Victoria’s Secret, entre outras.

Pista de Patins no Gelo, no Rockfeller Center

O Rockfeller Center é um complexo empresarial onde fica o Edifício Top of The Rock e a pista de patins no gelo. No centro contém o Prometheus, a estátua dourada e em todo o redor da pista estão expostas as bandeiras de todos os países. É também aqui que, todos os anos, é montada a famosa árvore de Natal de Nova Iorque.

Tentámos subir ao Top of The Rock, mas mais uma vez não havia bilhetes disponíveis para aquele dia. Posto isto, aproveitámos para beber um Frapuccino na Starbucks do Edíficio (quem me conhece sabe que adoro a Starbucks!) e decidimos fazer o caminho novamente até ao Central Park e aproveitámos para passear pelo maior parque de Nova Iorque.

Central Park

O Central Park tem 341 hectares, está situado no distrito de Manhattan, e conta com imensos caminhos para caminhadas; lagos onde as pessoas aproveitam para fazer passeios de barco; fontes, onde são feitos inúmeros pedidos de casamento e vários jardins, cafés e até carrosséis. O parque é enorme e só conseguimos ver a metade a Sul. Vê-se imensas pessoas a fazerem piqueniques, a fazerem jogging, a apanharem banhos de sol ou a passearem os cães. É considerado por muitos, o pulmão da cidade.

E, de facto, é incrível ver tanta natureza em plena cidade. E logo na cidade que nunca dorme. É um local que nos transmite uma calmaria que contrasta com a agitação da cidade. É sítio obrigatório para quem visita Nova Iorque!

Central Park

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